quarta-feira, abril 06, 2011

E SE O DESERTO DO SAARA FOSSE UM GRANDE FORNECEDOR DE ENERGIA LIMPA?


É importante observar que o Sol irradia constantemente energia, e na Terra quase todas as fontes de energia estão relacionadas indiretamente à energia solar. Tanto a energia dos oceanos, como a energia hidráulica, eólica, biomassa e de combustíveis fósseis são frutos de processos naturais motivados pela ação da radiação solar na Terra.
Segundo o Atlas de Energia Elétrica (1) (ANEEL, 2005), a radiação solar pode ser usada diretamente como fonte de energia térmica, por meio do aquecimento de fluidos e ambientes, ou para a geração de potência mecânica ou elétrica. Outra aplicação possível é a sua conversão direta em energia elétrica (figuras 2 e 3), sendo os métodos mais comuns os efeitos termoelétrico e fotovoltaico.

O aquecimento de fluidos se dá por meio do uso de coletores ou concentradores solares. Os concentradores solares destinam-se a aplicações que demandam temperaturas mais elevadas, como a produção de vapor — podendo gerar energia mecânica com auxílio de uma turbina e, com isso, eletricidade por meio de um gerador. A conversão direta da energia solar em energia elétrica se dá pelos efeitos da radiação sobre materiais específicos, especialmente os semicondutores.

No que diz respeito à transformação da radiação solar em energia elétrica, a (4) MED-CSP Study Team (Concentrating Solar Power for the Mediterranean Region), patrocinada pelo governo alemão, informa que com a tecnologia atual de transformação energética seria necessária 1% da área total de desertos no mundo para produzir o que se consome anualmente de energia elétrica no planeta. Já segundo relatório do GREENPEACE, 2009, no caso específico da Europa, seria necessário apenas 0,04% da radiação solar que incide no Saara para suprir a demanda energética do continente — o Greenpeace afirma que no caso do consumo energético mundial seria necessário o uso de 2% da área deste deserto. Todos estes dados e perspectivas de aproveitamento energético sugerem que o avanço tecnológico combinado com uma boa vontade política pode permitir imaginar um mundo sustentável e possível para as próximas gerações.
Fonte: Conhecimento Prático

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