quinta-feira, maio 25, 2017

OPINIÃO DO BLOG: VIVEMOS EM UMA FALSA DEMOCRACIA!

Imagine um emprego com bom salário, motorista, tanque cheio, conta de telefone celular paga, direito a passagens aéreas para viajar até mesmo a passeio, duas férias por ano, plano de saúde sem desconto e com reembolso total de todo tipo de despesa médica, jornada de serviço de apenas três dias e casa para morar.

Pode parecer sonho, mas ele existe. E o patrão somos nós. Todas essas mordomias, e mais algumas, fazem parte do dia a dia dos políticos brasileiro. Tudo custeado com recursos dos cofres públicos. Mas eles não são os únicos. Magistrados, conselheiros dos tribunais de Contas e integrantes do Ministério Público também desfrutam de privilégios e benesses inimagináveis para um trabalhador comum, como cargo vitalício, licença remunerada e aposentadoria compulsória com vencimento integral como punição para alguma irregularidade cometida no exercício da função.

Como se não bastassem tantas regalias, alguns ainda têm direito a certos “mimos”, como um “assessor de check-in”, funcionário especializado em agilizar os voos no aeroporto de Brasília de senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). De terno e gravata, ele providencia o cartão de embarque, o despacho das malas e ainda carrega as bagagens de mão. Tudo para evitar que essas autoridades tenham que enfrentar filas ou se misturar aos demais passageiros.

No Congresso Nacional, deputados e senadores, que recebem salários de R$ 28 mil, têm direito ainda a cota para cobrir despesas com Correios e gráfica, auxílio para se mudar para Brasília, assessores e consultores, verba para comprar terno e gravata e ainda foro privilegiado. Regalias estendidas às assembleias legislativas, onde o salário é de cerca de R$ 20 mil. A maioria dos parlamentares estaduais tem também direito a auxílio-moradia, até mesmo os que possuem imóveis próprios na cidade sede do Legislativo. E uma jornada enxuta, mesmo caso dos vereadores. Em boa parte dos municípios brasileiros, vereadores são obrigados a comparecer nas câmaras, seu local de trabalho, apenas duas vezes por mês ou, em alguns casos, uma vez por mês. No Congresso Nacional, o expediente é de terça a quinta, com direitos a recessos em janeiro, julho e dezembro.


Fica a pergunta, se o POLÍTICO fosse um ATO VOLUNTÁRIO, será que teríamos todos esses PARTIDOS POLÍTICOS em nosso BRASIL?  




AS PROPOSTAS PARA UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA.
ACABAR COM AS MORDOMIAS
Transformar o político no que ele sempre deveria ser: empregado do povo. Ele ganharia um salário mínimo, seria obrigado a usar transporte, saúde e educação pública. Isso não é populismo, é apenas forçá-los a viverem na realidade da maior parcela da população. Aqueles que não quiserem, que não queiram servir ao seu país por 4 anos. Além disso, fim das verbas de gabinete e dos auxílios para vestimenta, gasto com gasolina, etc. Fim de tudo. O político passaria a morar num apartamento sem empregada e não contaria com ajuda para viajar nos finais de semana. Além disso, diferente de hoje, seria obrigado a trabalhar de segunda de manhã até a tarde de sexta, como todos os trabalhadores.
Dificilmente o povo vai querer lutar por qualquer um desses 10 pontos, pois todos eles prejudicam o partido que está no poder no poder e a nossa mídia manipuladora. No entanto, um deputado honesto hoje nos custa mais de 3 milhões de reais para não fazer nada. Dar-lhe um salário mínimo é um bom negócio, pois dificilmente ele em um ano conseguiria roubar esse valor sem ser descoberto. Essas medidas são lúdicas, mas na minha opinião, são as únicas formas reais de mudança. O resto é desculpa.
PARLAMENTARISMO
Esse ponto é polêmico. No parlamentarismo, os partidos se unem para compor o governo de acordo com as suas agendas, bem diferente do fisiologismo corrupto que vigora atualmente. Haverá corrupção, mas esse será o fim dos ministérios de aluguel que são tão usados atualmente. Não é do interesse dos partidos que estão ai que haja esse sistema, pois acabaria com boa parte do jogo de interesses que os beneficia. Ademais, derrubar um primeiro-ministro é muito mais fácil do que derrubar um presidente. O governante estaria a todo momento com a cabeça em jogo e em busca de aprovação.
Democracia de verdade é democracia onde o povo se faz ouvido, e onde ele pode se abster de fazê-lo. O voto obrigatório traria para política aqueles que realmente querem participar dela, e iria deixar de implicar punições aqueles que, por motivos ideológicos ou religiosos, não queiram ser representados.
Isso é tudo que o PT não quer. Se o voto distrital fosse criado, o eleitor escolheria seu representante por distrito e o candidato não precisaria fazer campanha em todo o estado para ser eleito – diminuiria o preço das campanhas. Com o passar do tempo, até o número de partidos ia diminuir, extinguindo-se assim os partidos de aluguel. O povo seria motivado a participar das prévias e escolher seu candidato desde cedo.
A reeleição é um absurdo instituído pelo FHC. Por causa dela, os anos eleitorais são inúteis no Congresso, pois os deputados ficam o ano todo em campanha, mesmo sendo pagos pelos nossos impostos. A reeleição permite que o governante pago deixe seu posto para fazer política. Isso é um absurdo. Além do mais, o deputado no poder terá muito mais condições de roubar para financiar sua campanha de reeleição. Ademais, a reeleição acabaria com a hegemonia de figurões mafiosos da política e traria sangue novo a cada 4 anos. A renovação traria consigo maior probabilidade de trazer representantes que saibam que estão contribuindo a um mandato temporário. Isso acabaria com os políticos profissionais: limitar a um mandato o carga a um posto.
FIM DO FORO PRIVILEGIADO
Acabar com o foro privilegiado para políticos. A farra acabaria. Se o candidato fosse comprovadamente culpado, seu partido não poderia participar da eleição especial feita para ocupar sua vaga no distrito. Isso faria com que o próprio partido policiasse mais os seus próprios candidatos
LIMITE AO FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHA
O financiamento público ia distribuir nosso dinheiro aos políticos, que não deixariam de receber por fora unzinho da iniciativa privada. O correto é limitar o valor gasto nas eleições para que todos os partidos possam disputar em condições mais igualitárias; do contrário, o que vigoraria seria a plutocracia.
FIM DO FUNDO PARTIDÁRIO
Dinheiro do povo não deve cair no bolso de partido. Se eles quiserem, que peçam dinheiro aos seus membros ou a seus simpatizantes. Isso é uma forma escancarada de roubar o povo.
FIM DA PROPAGANDA ELEITORAL GRATUITA
A propaganda eleitoral não é gratuita, pois o Estado paga bilhões dos nossos impostos para veicular a propaganda eleitoral na Globo, demais tvs, rádios e etc. Essa dinheirama gasta em propaganda é exatamente o que falta na saúde e na educação. Se um partido quisesse veicular alguma propaganda, que pague com o dinheiro deles. Essa medida e todas as outras fariam das eleições mais baratas e diminuiriam a demanda dos nossos corruptos por dinheiro para financiamento de campanha.

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