terça-feira, agosto 23, 2011

CIENTISTAS CRIAM REDE CONTRA EFEITOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Na ocasião, Bastiaan Louman, engenheiro florestal e coordenador do Programa de Mudança Climática do Catie, destacou a importância de estratégias de manejo dos ecossistemas.

Com o tema urgente das mudanças climáticas em pauta, recentemente um grupo de cientistas se reuniu para trocar experiências e informações sobre o problema. O Encontro aconteceu na sede do Centro Agrônomo Tropical de Pesquisa e Ensino (Catie, por suas siglas em espanhol), em São José, Costa Rica. O resultado foi a criação da Rede contra os efeitos das mudanças climáticas.

Durante o encontro - que reuniu pesquisadores da Argentina, Chile, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Nicarágua – um dos principais pontos de debate foi o de que "nem todos os ecossistemas arborizados da América Latina e Caribe sentem ou sentirão do mesmo modo os efeitos do reaquecimento”.

Outra contribuição importante, feita por pesquisadores do Chile e Argentina, é que "por efeito da mudança climática, bosques com árvores da espécie Nothofagus pumilio situada na Patagônia, cresceram e ampliaram sua superfície, enquanto viam minguar os de outras espécies do mesmo gênero que se encontravam mais ao norte”.

Independente das pesquisas, os cientistas determinaram que entre 2020 e 2050, as mudanças do clima afetarão espécies florestais, produtos agrícolas de grande importância para o consumo humano e o comércio de pessoas da bacia Aguaytía, na região amazônica de Ucayali, centro-este do Peru, e na bacia do rio Chimborazo, zona andina central de Equador.

Na ocasião, Bastiaan Louman, engenheiro florestal e coordenador do Programa de Mudança Climática do Catie, destacou a importância de estratégias de manejo dos ecossistemas. "Queremos contribuir para o desenvolvimento de estratégias de manejo dos ecossistemas florestais para que ainda baixo às condições de mudança climática possam seguir com seu papel de regulação do ciclo hídrico e ajudar a reduzir os riscos de eventos climáticos extremos como secas, inundações e ventos", falou.

No intuito de melhorar ainda mais o trabalho, "o grupo fortalecerá seus membros, como também fará o intercâmbio de experiências e informação entre os países para potencializar as ações conjuntas e melhorar a compreensão dos impactos diferenciados na região”.

Fonte: EcoAgência

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