segunda-feira, julho 31, 2017

SUSTENTABILIDADE: EMPRESA QUE ILUMINOU UMA COMUNIDADE

A comunidade Santa Marta é hoje um ponto turístico do Rio de Janeiro. O Mirante do Pedrão oferece uma das melhores vistas da cidade, e a Laje Michael Jackson abriga uma estátua em homenagem ao Rei do Pop, que gravou lá parte do clipe They Don’t Care About Us em 1996. Esses são apenas alguns dos atrativos da comunidade, que já recebeu gente do calibre de Madonna e Hugh Jackman.

Graças à sua localização privilegiada, que não passa despercebida pelos visitantes em busca daquela selfie com o litoral carioca ao fundo, a comunidade tem outra característica especial: não importa a estação do ano, ela é iluminada pelo sol todos os dias.

Um empreendedor carioca viu nesse verão eterno uma oportunidade: utilizar painéis solares para oferecer energia limpa e sustentável para os moradores da comunidade. Entre a infraestrutura pouco confiável da rede elétrica tradicional e os preços muitas vezes impeditivos de uma conta de luz, comunidades de baixa renda costumam ser as mais afetadas pela vulnerabilidade das fontes de energia. O objetivo da INSOLAR, startup criada por Henrique Drumond e seu sócio, Michel Baitelli, é oferecer uma alternativa para os moradores, por meio da democratização do acesso à energia solar.
Gerar a própria energia elétrica não é um negócio de outro mundo. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece que, “havendo condições técnicas favoráveis, qualquer consumidor de energia no Brasil pode gerar energia para consumo próprio”. Além de não depender de uma distribuidora de eletricidade, o Sistema de Compensação de Energia ainda permite que o produtor individual “venda” a energia que não for utilizada para a distribuidora em troca de créditos a serem abatidos na conta de luz.
Mas como criar “as condições técnicas favoráveis” das quais fala a resolução da Aneel? É aí que entra a Insolar. A empresa instala sistemas fotovoltaicos, as famosas placas de energia solar, para corporações de todo o país. Parte dos lucros dessas operações é revertida para um fundo destinado ao subsídio da instalação dessas mesmas placas solares em casas, associações e pequenos negócios localizados em comunidades de baixa renda. O pequeno impacto ambiental, a possibilidade de instalação em pequenos espaços e a rapidez de implantação são algumas das vantagens do sistema fotovoltaico.
Graças à parceria com a Shell, a instalação dos primeiros painéis começou em 2015. Uma creche foi a primeira beneficiada pela iniciativa que, em três anos, expandiu sua atuação para impactar muitos outros aspectos da comunidade.
Fonte: Superinteressante

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