As audiências ocorrerão nas cidades de Bacabeira, Rosário e Santa Rita.

As audiências públicas têm por finalidade apresentar a concepção do projeto, discutir o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), bem como esclarecer dúvidas, acolher críticas e sugestões, objetivando a avaliação da viabilidade ambiental do empreendimento.
Cabe ressaltar que, no dia 7 de julho deste ano, o TPM solicitou da Sema a licença prévia para movimentar cargas de granéis líquidos. Isto porque o porto, a princípio, tem como objetivo exportar a produção de placas de aço da Companhia Siderúrgica do Mearim (CSM) em fase de instalação naquela área, um investimento da ordem de US$ 4,105 milhões para produção anual de 10 milhões de toneladas de placas, chapas e bobinas de aço destinadas à exportação.
Tanto o TPM como a CSM são empreendimentos do Grupo Aurizônia. A ampliação do nicho logístico (granéis líquidos), segundo fontes no setor portuário, tem relação com a implantação da Refinaria Premium I, da Petrobras, na região, que terá capacidade de produção de 600 mil barris por dia e previsão de iniciar suas operações em 2013, um investimento de US$ 20 bilhões.
Em março deste ano, o projeto de implantação do TPM foi tema de reunião do secretário de Estado de Indústria e Comércio (Sinc), Maurício Macedo, com representantes da empresa. A comitiva teve, ainda, uma audiência reservada com a governadora Roseana Sarney, no Palácio dos Leões.
Participaram da reunião o executivo-chefe da Aurizônia, Raimundo Pessoa; o responsável pela área de regulamentação da empresa, José Alexandre Gurgel Amaral; e o presidente do TPM, Antônio Assunção. “Estamos otimistas com a retomada dos investimentos do grupo [Aurizônia] no Maranhão, especialmente com a implantação do porto que vai servir de apoio ao projeto da Refinaria Premium I, da Petrobras”, declarou o secretário Maurício Macedo, na ocasião do encontro.
Porto – De acordo com o projeto original do TPM, o novo porto maranhense tem custo estimado de R$ 485 milhões, com a criação de três mil empregos na fase de construção e mais 600 postos de trabalho quando entrar em operação. Em maio de 2009, o projeto recebeu licença de instalação (nº 257/2009 de 16/04/2009) da Sema, e desde agosto de
> 2008 conta com o aval da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), por meio da resolução nº 1095/2008.
O terminal portuário terá quatro berços de atracação, sendo dois na primeira fase de operações e dois na etapa de ampliação. Serão atendidos navios compreendidos entre 43 mil a 72 mil toneladas de peso bruto (tpb). Será equipado com descarregadores de duas mil toneladas/hora (t/h), capazes de lançar os produtos em seus respectivos pátios por um sistema de correias.
A construção do terminal ocupará uma área de aproximadamente 950 mil m² e compreenderá instalações de armazenagem, edificações administrativas e operacionais. O armazenamento será dividido em dois setores, sendo um para cargas gerais e outro para graneis sólidos.
O TPM será instalado na margem direita do rio Mearim. Trata-se de um Terminal de Uso Privativo (TUP), voltado ao transporte de carvão mineral, calcário/dolomita (espécie de rocha composta de carbonato de cálcio e de magnésio), sucatas de siderurgia, escória granulada, ferro-gusa e placas siderúrgicas, além de trigo, fertilizantes, soja, concentrado de cobre e minério de manganês.
Audiências
- 1º de setembro de 2010, quarta-feira, às 19h no município de Bacabeira, na Paróquia da Imaculada Conceição, situada na Rua Carlos Macieira s/n – Cidade Nova.
- 2 de setembro de 2010, quinta-feira, às 19h no município de Rosário,> na Igreja Batista Nacional, situada na Rua Coronel Augusto Rocha, s/n – Centro
- 3 de setembro de 2010, sexta-feira, às 19h no município de Santa Rita, no Centro de Convenções José Gonçalo, situado na BR-135, Km 71 – Centro.
Fonte: Edmilson Pinheiro